O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi detido pela polícia após ser destituído do cargo pelo Senado em processo de impeachment. A decisão ocorreu após uma crise política que envolveu o Ueno Bank, banco paraguaio acusado de financiar eventos de extrema direita e de ter causado perdas financeiras ao país. Peña, que também era líder do Banco Central, foi informado oficialmente de sua prisão domiciliar após ordem do Ministério Público.

A situação se agravou com o fechamento do Ueno Bank, que colocou em risco cerca de 60 milhões de dólares da Caixa Fiscal do Paraguai. O sindicato dos professores, representado por Silvio Piris, criticou a intervenção do banco e sua ligação com grupos políticos conservadores. O Ueno Bank, que patrocinou um evento com Eduardo Bolsonaro nos EUA, foi acusado de apoiar movimentos de direita, gerando tensão no governo.

O impeachment de Peña foi acelerado por pressões internas e externas, incluindo ações do Ministério Público e a pressão de setores da sociedade. Após sua destituição, o ex-presidente foi imediatamente detido, enquanto o ex-presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, também se entregou às autoridades. O novo presidente do Paraguai, Pedro Alliana, assumiu o cargo após a saída de Peña, que agora enfrenta processos judiciais. A crise revela uma instabilidade política e financeira no país, com implicações para a economia e a imagem do governo.