O presidente do Paraguai, Santiago Peña, solicitou mais 72 horas para apresentar sua defesa no processo de impeachment aberto no Senado. A solicitação foi feita nesta sexta-feira, 6 de novembro, após a crise do Ueno Bank, banco digital que causou impactos significativos na economia do país.
O Ueno Bank, uma das maiores instituições financeiras digitais do Paraguai, entrou em colapso após uma intervenção governamental. A crise afetou contas de clientes, incluindo brasileiros que tinham recursos depositados na instituição. O Banco Central do Paraguai começou a devolver os valores bloqueados, mas a situação gerou inquietações sobre a estabilidade financeira do país.
A crise do Ueno Bank também impactou as finanças do futebol paraguaio, com a Conmebol perdendo R$ 76 milhões. Além disso, a situação levantou preocupações sobre os recursos de aposentados da usina de Itaipu, que têm investimentos no banco. A exposição do Paraguai ao Ueno Bank equivale a 2,8% dos ativos do país.
O presidente Peña, que renunciou ao cargo após a crise, enfrenta processo de impeachment no Senado. Ele pediu prazo adicional para se preparar, usando uma estratégia similar à adotada por Bolsonaristas em situações anteriores. O vice-presidente do país deve assumir o cargo caso Peña seja destituído. A situação reflete a complexidade da crise financeira e política que o Paraguai enfrenta.





















