O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou sua renúncia nesta quinta-feira, diante da pressão para iniciar um processo de impeachment na Câmara dos Deputados. A decisão ocorreu após o colapso do banco digital Ueno, que gerou uma crise financeira e política no país. Peña deixou o cargo antes que o processo de impeachment fosse formalmente iniciado.
O banco Ueno, uma das instituições financeiras mais importantes do Paraguai, enfrentou uma falência abrupta, causando instabilidade no sistema bancário e levantando dúvidas sobre a gestão do país. A crise gerou protestos em várias cidades e levou a uma polarização política acentuada. O governo tentava conter o impacto, mas a situação se agravou com a divulgação de informações sobre possíveis irregularidades no manejo de recursos públicos.
A renúncia de Peña é o mais recente episódio de uma sequência de crises políticas no Paraguai. Desde 2018, o país vive uma instabilidade política, com mudanças frequentes de governo e instabilidade institucional. O impeachment de Fernando Lugo em 2012 e a ascensão de vários presidentes com mandatos curtos marcaram um período de instabilidade. A atual crise reacende debates sobre a necessidade de reformas institucionais e maior transparência na gestão pública.





























