O Banco Central do Brasil decidiu manter a Selic em 13,75% ao ano na reunião do Copom. A decisão encerra um ciclo de cinco cortes consecutivos que reduziram a taxa de 15% para o nível atual. A manutenção da taxa foi unânime entre os membros do Comitê de Política Monetária.

A decisão do Banco Central vem em um contexto de incertezas sobre o futuro da economia brasileira. Analistas alertam que a manutenção da Selic pode limitar o crescimento do país em 2027, com projeções de menos de 1,3% de expansão. Esse cenário colocaria o Brasil na lanterna em termos de crescimento na América Latina.

A economia brasileira cresceu 1,8% em 2026, mas a projeção para o próximo ano é mais cautelosa. A Força Sindical criticou a decisão, alegando que a Selic em 13,75% pode reduzir investimentos no país. O Banco Central também destacou que o cenário macroeconômico ainda apresenta desafios, incluindo pressões inflacionárias e desafios de competitividade.

A manutenção da Selic também tem impacto direto sobre os juros reais do Brasil, que lideram o ranking mundial com 9,49%. A taxa é maior que a de Turquia, Argentina e Rússia. A decisão do Banco Central busca equilibrar a inflação e o crescimento, mas os efeitos da manutenção da taxa ainda são monitorados de perto pelos economistas e pelo mercado financeiro.