O Partido dos Trabalhadores (PT) intensifica pressão sobre o Banco Central do Brasil (BC) após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 13,75%. Aliados de Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente os integrantes da ala mais heterodoxa do partido, estão preparando uma ofensiva contra a instituição. A manutenção da taxa estáveis gerou críticas dentro do partido, que acredita que a decisão pode prejudicar a economia e a política fiscal do governo.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que não teve espaço para conversar com Lula sobre novas indicações para o BC após a eleição. Isso reforça a tensão entre o governo e o Banco Central, que tem sido alvo de críticas por sua postura conservadora. Durigan destacou que a falta de diálogo dificulta a definição de políticas econômicas alinhadas com as metas do governo.
A decisão do Copom ocorreu em um contexto de instabilidade no mercado financeiro, com o dólar subindo e a bolsa caindo. A eleição nos Estados Unidos também influenciou a decisão, gerando medo de tabelamento de juros. O PT acredita que a manutenção da Selic em níveis elevados pode limitar a expansão econômica e afetar a população. A pressão do partido aumenta com o aumento da expectativa de mudanças na gestão do BC.























