O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado nas eleições brasileiras, deixou o Brasil e chegou aos Estados Unidos em um jato particular providenciado por seu assessor, Jason Miller, segundo informações do jornal "NYT". A viagem, que ocorreu na quarta-feira, foi autorizada temporariamente pelo governo norte-americano, permitindo que o senador e sua família se estabeleçam no país.

O jato, que transportou Flávio e sua família, é uma aeronave executiva da Casa Branca, segundo relatos de fontes brasileiras. O senador, que foi eleito para o Senado pelo Rio Grande do Sul, teria fugido do Brasil após pressões políticas e a ameaça de prisão, conforme afirmou o senador eleito Sanderson. A saída do Brasil foi motivada por medo de processos legais, segundo informações de jornais brasileiros.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende conversar com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, mas criticou o processo eleitoral brasileiro. O PT, partido de Lula, classificou a atitude de Flávio como "um novo degrau da reação autoritária", destacando a necessidade de atenção ao comportamento do candidato derrotado.

O caso de Flávio Bolsonaro levanta questões sobre a relação entre o Brasil e os Estados Unidos, especialmente em relação a processos políticos e jurídicos. A viagem do senador para os EUA também gerou debates sobre a legitimidade de sua candidatura e a possibilidade de ações legais no Brasil. O jato utilizado na fuga está à venda por até R$ 48 milhões, segundo uma reportagem de um portal brasileiro.