O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu manter a taxa Selic em 13,75% na reunião de quinta-feira, 5. A decisão interrompeu um ciclo de cortes que vinha ocorrendo desde o início do ano. O anúncio foi feito após uma análise de indicadores macroeconômicos e da inflação, que mostraram uma desaceleração na pressão inflacionária.

A manutenção da taxa foi vista como uma resposta a sinais de estabilidade no cenário econômico, embora alguns analistas tenham destacado a possibilidade de ajustes futuros. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que não há previsão de anúncios fiscais nos próximos dias, o que gerou certa expectativa no mercado. O dólar, que havia aberto em queda, passou a subir no mercado à vista, refletindo a incerteza sobre a política fiscal.

A reunião do Copom ocorreu em um contexto de discussões sobre a trajetória da Selic no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, não participou da reunião, segundo informações de auxiliares, devido a um período de silêncio do Copom. A ausência de Galípolo gerou comentários sobre a falta de clareza sobre a orientação da política monetária.

O futuro da Selic depende, segundo analistas, da agenda econômica do governo Lula. A manutenção da taxa em 13,75% indica uma postura mais cautelosa do Copom, que prioriza a estabilidade frente a incertezas no cenário internacional e doméstico. A decisão também foi interpretada como um sinal de que o Copom está atento a possíveis mudanças na política fiscal e no comportamento da inflação.