O presidente do Paraguai, Santiago Peña, enfrenta um processo de impeachment no Senado após a crise do Ueno Bank, banco digital que colapsou e gerou impactos na economia do país. A instituição, uma das maiores do setor financeiro paraguaio, teve suas operações interrompidas, deixando muitos clientes sem acesso a seus recursos. O Banco Central do Paraguai iniciou a devolução dos valores aos correntistas, incluindo brasileiros que tinham contas na instituição.
A crise do Ueno Bank gerou protestos em Assunção, com manifestantes exigindo explicações sobre a gestão da instituição e a ligação do presidente com o grupo acionário. Durante as manifestações, um policial foi ferido e sete pessoas foram detidas. Peña pediu mais 72 horas para se defender no julgamento, usando uma estratégia similar à utilizada por movimentos bolsonaristas em situações políticas.
A situação tem raízes na exposição do país a investimentos no banco, que representava 2,8% dos ativos do setor financeiro. A crise também afetou a Conmebol, que perdeu R$ 76 milhões. O Banco Central tenta restabelecer a confiança, mas a imagem do governo foi prejudicada. A relação entre o presidente e o grupo acionário do Ueno Bank é alvo de críticas e investigações.
A crise do Ueno Bank revelou fragilidades na economia paraguaia e gerou tensão política. O processo de impeachment reflete a pressão por transparência e responsabilidade. O caso continua em andamento, com o presidente buscando justificar sua ligação com a instituição.



















