O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou sua renúncia após a crise do banco digital Ueno, que deixou milhares de clientes sem acesso a seus recursos. A situação, que gerou instabilidade política e social, levou à saída do mandatário, que deixou o cargo após ser investigado por envolvimento com o colapso do banco. Peña, que comandou o país por três anos, foi acusado de ter ignorado alertas sobre a insolvência da instituição.

A crise do Ueno Bank, considerado o principal banco digital do país, começou quando o Banco Central do Paraguai ordenou a suspensão das operações da instituição. Isso bloqueou contas de milhões de clientes, causando descontentamento generalizado. A situação se agravou quando surgiram suspeitas de que o governo havia conhecimento prévio sobre o colapso.

A renúncia de Peña ocorreu após uma série de pressões políticas e judiciais. Senadoras e parlamentares exigiram medidas contra o presidente, comparando sua situação à fuga do ex-presidente brasileiro Flávio Bolsonaro após eleições. A crise também gerou preocupação com a estabilidade do país, com o Brasil monitorando a situação como questão interna paraguaia.

A saída de Peña abre espaço para uma nova eleição presidencial, mas a instabilidade persiste. A crise do Ueno Bank, que afetou a economia e a confiança pública, ainda precisa de respostas claras. O impacto sobre a população e a economia do Paraguai será tema de debates nos próximos meses.