Flávio Bolsonaro, senador do Partido Liberal (PL), fugiu para os Estados Unidos após ser derrotado nas eleições presidenciais. A fuga, que ocorreu em outubro de 2026, foi facilitada por aliados políticos e funcionários da Casa Branca, segundo informações de uma revista americana. O senador, que concorreu à presidência, foi acusado de abuso de poder e uso indevido de programas sociais, acusações que ainda tramitam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O Itamaraty orientou o presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva, a adotar uma estratégia pragmática no caso. O órgão sugeriu que Lula evite confrontos diretos e priorize a cooperação com os Estados Unidos e a Argentina. O ministro da Relações Exteriores, em conversas internas, destacou a necessidade de manter relações diplomáticas estáveis, mesmo diante da fuga de Flávio.

O deputado federal e pastor Otoni de Paula criticou publicações que associaram a fuga de Flávio a figuras bíblicas como Davi e Jesus. Ele repreendeu os evangélicos que usaram comparações religiosas para justificar a ação do senador. A crítica foi feita em um post publicado em uma rede social.

Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, defendeu o marido e negou que ele tenha culpado o governador de São Paulo pela derrota de Flávio. Ela afirmou que Bolsonaro é grato e que a situação envolvendo Flávio é complexa.

A fuga de Flávio gerou debates sobre a legitimidade de sua ação e a responsabilidade dos aliados que o apoiaram. Enquanto isso, o Partido Liberal continua a buscar estratégias para reorganizar sua base política e reaver influência no cenário nacional.