Flávio Bolsonaro, senador pelo Partido Liberal (PL), deixou o Brasil após as eleições presidenciais de 2026 e chegou aos Estados Unidos com sua família. O senador, que perdeu a disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva, alega que sua fuga foi facilitada por autoridades norte-americanas.

Os democratas da Câmara dos Representantes pediram explicações ao Departamento de Estado sobre o papel do governo dos EUA na facilitação da saída de Bolsonaro. O senador desembarcou em Miami com sua esposa e filhas. A fuga foi acusada de envolver uma aeronave fretada, o que gerou críticas sobre relações sensíveis entre os dois países.

O governo de Donald Trump, segundo fontes, não pretende apoiar alegações de Bolsonaro sobre sua liderança no Brasil. O senador, que foi derrotado nas eleições, busca manter influência política no exterior.

O líder do Partido Liberal, que perdeu a eleição, tenta manter sua visibilidade internacional. Especialistas alegam que sua ausência física dificulta o controle sobre a direita brasileira nos EUA.

A fuga de Bolsonaro também gerou comentários sobre a possibilidade de apoio político de líderes estrangeiros, como o presidente argentino Javier Milei, cujo gabinete defendeu a atuação de suas autoridades na saída do senador.

O senador deixou sua mansão em Brasília, valorizada em R$ 6 milhões, fechada após sua saída. A situação gerou debates sobre a influência política e a transição de poder no Brasil.