Flávio Bolsonaro, senador do Brasil e candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2022, deixou o país na quarta-feira (28) após não reconhecer sua derrota. Ele desembarcou nos Estados Unidos, segundo informações de jornais brasileiros, em uma operação organizada por intermediários norte-americanos. O senador, que concorreu ao Planalto contra Luiz Inácio Lula da Silva, alega que não reconheceu o resultado eleitoral e optou por sair do país para evitar possíveis prisões.

O Partido dos Trabalhadores (PT) classificou a atitude de Flávio como "um novo degrau da reação autoritária" por parte dos "derrotados". O partido também alertou sobre a posição de Donald Trump, que, a pedido de Lula, afirmou não ter tomado partido na eleição. O PT considera que a atitude de Flávio pode representar uma ameaça à ordem democrática.

O líder do partido Chega, André Ventura, admitiu que Flávio "não devia ter fugido" do Brasil, após ter sido derrotado. Ele defendeu que o senador deveria ter permanecido no país e enfrentado as possíveis consequências legais. O ex-presidente Jair Bolsonaro, que também foi derrotado, não se pronunciou publicamente sobre a fuga de seu filho.

Alguns analistas acreditam que a saída de Flávio pode ter sido motivada pela possibilidade de prisão, caso ele tivesse permanecido no Brasil. O ex-senador Sanderson, que foi eleito pelo Rio Grande do Sul, afirmou que Flávio poderia ter sido preso se tivesse ficado no país. A situação levanta dúvidas sobre a legitimidade do processo eleitoral e a reação de figuras políticas que se sentem ameaçadas.