Flávio Bolsonaro, senador brasileiro, entrou nos Estados Unidos com um visto humanitário que permite sua permanência até outubro de 2027. O documento, emitido por autoridades norte-americanas, foi registrado com data de chegada em outubro de 2026. A entrada do senador ocorreu após ele fugir do Brasil, o que gerou reações de familiares e adversários políticos.

O advogado de Flávio, Tracy Reinaldet, expressou surpresa com a fuga do cliente para os EUA. Ele afirmou que havia sido combinado que o candidato derrotado à Presidência entregaria seus passaportes à Polícia Federal, o que não aconteceu. A família do senador, incluindo Eduardo Bolsonaro, já está nos EUA, enquanto Carlos e Jair Renan permanecem no Brasil como únicos herdeiros com cargos políticos.

A entrada de Flávio nos EUA também enfrenta obstáculos jurídicos. Uma decisão recente da Justiça americana afirma que a cidadania italiana pode dificultar a concessão de asilo a cidadãos europeus. Apesar de ter recebido vistos, a entrada no país não equivale a uma concessão de asilo. Além disso, Flávio utilizou um passaporte diplomático brasileiro, que havia sido cancelado pela Polícia Federal, por determinação do ministro Alexandre de Moraes do STF, um dia antes de sua saída do Brasil.

A oposição na Argentina também se manifestou sobre a passagem de Flávio pelo país. Parlamentares de oposição ao governo de Javier Milei protocolaram um pedido exigindo esclarecimentos sobre a passagem do senador. O caso eleva a tensão política e judicial envolvendo o ex-candidato à Presidência.