Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, negou publicamente envolvimento do governo americano na fuga de Flávio Bolsonaro após sua derrota nas eleições presidenciais brasileiras. Durante uma coletiva de imprensa em Atlanta, ele afirmou que o governo dos EUA não participou da saída do senador. No entanto, confirmou que Donald Trump autorizou pessoalmente a entrada da família de Bolsonaro no território americano.

Segundo fontes do jornal The New York Times, Jason Miller, um dos assessores de Trump, providenciou o avião privado utilizado pela família de Flávio Bolsonaro para viajar para Miami. A informação foi divulgada por CNN Portugal. A viagem, que ocorreu após a eleição, foi confirmada por múltiplas fontes, incluindo a revista Clarín, que comparou o episódio a um filme de espionagem.

A fuga de Flávio Bolsonaro, que está sob investigação por corrupção, gerou debates sobre a relação entre o Brasil e os Estados Unidos. O caso também foi mencionado por analistas como Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, que destacou que a situação de Bolsonaro é um fardo político para Trump durante as eleições intermediárias.

A situação de Flávio Bolsonaro, que enfrenta processos judiciais, tem sido alvo de críticas e discussões sobre o papel dos EUA no Brasil. A viagem da família foi vista por alguns como uma tentativa de evitar ações legais, enquanto outros a consideram uma ação normal de proteção de um político em situação de risco. O caso continua a ser acompanhado por jornalistas e analistas políticos.