Trump reconheceu na madrugada da quarta-feira que os Democratas venceram as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, uma derrota esmagadora para os Republicanos. O presidente norte-americano, que havia previsto uma vitória, admitiu que os resultados refletem uma rejeição à sua gestão. Ele trocou o boné "MAGA" (Make America Great Again) por um com a palavra "VETO", sinalizando sua intenção de resistir ao avanço da oposição no Congresso.
Os Democratas conquistaram o controle tanto do Senado quanto da Câmara dos Representantes, obtendo vitórias em áreas tradicionalmente republicanas. A vitória foi especialmente significativa em Michigan, onde um médico epidemiologista de origem árabe e muçulmana, Abdul el-Sayed, tornou-se o primeiro senador daquele grupo étnico no país. Trump, que criticou a guerra no Irã como fator contribuinte para a derrota republicana, distanciou-se dos resultados, mas admitiu o impacto do preço dos combustíveis no eleitorado.
A derrota eleitoral marca o primeiro controle completo do Congresso pelos Democratas desde 1948. Trump, que enfrenta o fim de seu mandato em 2025, agora terá que negociar com uma nova maioria parlamentar. Apesar de sua postura de resistência, ele já expressou a intenção de usar o poder de veto contra leis promovidas pela oposição. O cenário político agora se torna mais incerto, com a possibilidade de mudanças significativas na agenda nacional.



























