O Senado do Paraguai retomou nesta sexta-feira a sessão de análise do processo de impeachment do presidente Santiago Peña. O presidente, que anunciou sua renúncia na quinta-feira, tenta ainda apresentar defesa contra a ação, que foi acelerada pela crise provocada pelo colapso do banco digital Ueno Bank.
O Ueno Bank, considerado o "Master paraguaio" por sua semelhança com o escândalo brasileiro, causou o bloqueio de contas de 40% da população. A situação gerou protestos nas ruas e levou à renúncia de Peña. O Ministério Público abriu investigações contra membros do governo e da Itaipu Binacional, usada como garantia para a operação do banco.
Apesar da renúncia, a Câmara rejeitou a saída do presidente e decidiu continuar o processo de impeachment. Peña pediu mais 72 horas para apresentar sua defesa, enquanto o Senado analisa a situação. A crise política e financeira afeta a estabilidade do país e pode ter consequências duradouras para a administração.
A crise começou com o colapso do Ueno Bank, que teve impacto direto na economia e na confiança do público. A renúncia de Peña, que era sócio do banco, foi vista como uma tentativa de evitar o impeachment. No entanto, a Câmara rejeitou a saída e decidiu prosseguir com o processo. A situação reflete a instabilidade política e a falta de confiança no governo.
























