Flávio Bolsonaro, filho do presidente brasileiro Jair Bolsonaro, deixou o Brasil após as eleições presidenciais e se estabeleceu nos Estados Unidos, segundo sua primeira entrevista concedida ao NY Times. O senador, que era membro do Congresso, negou ter recebido ajuda de governos estrangeiros durante sua saída do país. Ele afirmou que sua decisão foi pessoal e baseada em preocupações com a segurança e a liberdade.

Autoridades americanas, no entanto, informaram que a viagem de Flávio Bolsonaro teve participação da Casa Branca. Segundo fontes, o governo dos Estados Unidos teria facilitado sua saída, visando evitar que ele fosse preso ou interrogado por investigações relacionadas a corrupção e lavagem de dinheiro. O senador, que foi acusado de desviar recursos públicos, não comentou diretamente as acusações, mas disse que a situação no Brasil tornava seu retorno perigoso.

A saída de Flávio Bolsonaro gerou preocupação em outros países, incluindo o Paraguai, onde a senadora Esperanza Martínez, do Partido Participação Cidadã, cobrou medidas judiciais urgentes contra o presidente Santiago Peña. Ela comparou a situação do presidente paraguaio com a de Flávio Bolsonaro, temendo que Peña também possa fugir do país antes de responder a investigações sobre o colapso financeiro do país.

A migração de figuras políticas brasileiras para o exterior tem sido um tema crescente nos últimos anos, especialmente após a prisão de Lula da Silva e outras operações da Lava Jato. O caso de Flávio Bolsonaro reforça as tensões entre o governo brasileiro e autoridades internacionais, especialmente nos Estados Unidos, que têm se posicionado de forma crítica em relação a processos judiciais no Brasil.