O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, deixou a prisão domiciliar e foi transferido para uma unidade militar, segundo informações da imprensa paraguaia. A medida ocorreu após ele ser destituído do cargo pelo Senado, em meio a uma crise financeira que envolve o banco Ueno. Peña estava em prisão domiciliar desde que foi acusado de envolvimento na quebra do banco, que gerou grandes perdas para clientes e levou a uma investigação do Ministério Público.

A crise do Ueno Bank, que envolveu a falência do banco e a perda de grandes somas de dinheiro por parte de clientes, gerou uma instabilidade política no país. O ex-presidente foi acusado de ter conhecimento prévio sobre a situação do banco e de ter tentado ocultar informações. A destituição do Senado foi uma resposta a essas acusações, que envolvem corrupção e gestão inadequada de recursos públicos.

A crise do Ueno Bank começou em 2025, quando o banco foi forçado a fechar após uma série de fraudes e má gestão. O banco era uma das instituições financeiras mais importantes do Paraguai e tinha milhares de clientes. A falência gerou uma crise de confiança no sistema financeiro e levou a protestos em várias cidades do país. O governo tentou estabilizar a situação com um fundo de resgate, que garante depósitos até R$ 200 mil para clientes, incluindo brasileiros que residem no exterior.

A situação está gerando preocupações sobre a estabilidade institucional do Paraguai, segundo a agência Moody’s, que alertou sobre o risco de uma instabilidade prolongada afetar a economia e a confiança dos investidores. O novo presidente, Pedro Alliana, assumiu o cargo após o impeachment de Peña e está tentando reestabelecer a confiança no sistema financeiro e político do país.