O Congresso do Paraguai aprovou, nesta sexta-feira, o impeachment do presidente Santiago Peña, que renunciou voluntariamente ao cargo. A decisão foi tomada por unanimidade no Senado e permitiu a rápida eleição de Pedro Alliana, ex-vice-presidente, como novo líder do país. Peña, que era o primeiro presidente do Paraguai a ser deposto por impeachment, foi detido pela polícia após ordem do Ministério Público.
Alliana assumiu o cargo após a aprovação do impeachment, que interrompeu o governo de Peña, ex-economista do Fundo Monetário Internacional. O ex-presidente, que se apresentava como um dos líderes da direita sul-americana, anunciou sua renúncia, que precisava ser referendada pelo Congresso. A saída voluntária foi considerada uma forma de evitar um processo mais longo e complexo.
O impeachment de Peña foi acelerado após a falta de comparecimento da figura durante a sessão. A decisão foi vista como uma reação ao desempenho do governo e à pressão por mudanças políticas. Lula, líder do Partido dos Trabalhadores, congratulou-se com Alliana e afirmou que a nova relação entre os dois países será "frutífera" para a população.
O contexto político do Paraguai mostra uma instabilidade crescente, com mudanças frequentes na liderança e uma polarização entre diferentes grupos. O impeachment de Peña marca um momento de transição, com a expectativa de uma nova direção para o país.















