O presidente do Paraguai, Santiago Peña, solicitou um prazo de 72 horas para se defender de um processo de impeachment, que está em andamento após a crise do Ueno Bank. O banco digital, que era uma das instituições financeiras mais importantes do país, enfrenta uma intervenção governamental e está em processo de liquidação. Peña, que já renunciou ao cargo, enfrenta acusações de negligência por ter sido acionista do banco até 2025.

O processo de impeachment foi retomado pelo Senado após a rejeição do pedido de prazo pelo presidente. A crise do Ueno Bank, que envolveu a quebra do banco e a perda de recursos por parte de clientes, incluindo brasileiros que tinham contas na instituição, gerou uma onda de protestos e descontentamento. O Banco Central do Paraguai começou a devolver os recursos aos correntistas, mas muitos ainda não sabem se estão na lista.

A crise do Ueno Bank afetou não apenas os clientes, mas também a economia do país. O banco, que captou US$ 350 milhões no exterior meses antes de sua intervenção, atraiu um grupo financeiro da Hungria e anunciou um aporte de US$ 100 milhões. A situação levou a protestos e até a detenção de manifestantes. A crise também impactou a gestão de recursos públicos e gerou preocupações sobre a estabilidade financeira do país.

A intervenção no Ueno Bank, que ocorreu em meio a uma crise política e econômica, revelou fragilidades na gestão do setor financeiro paraguaio. A situação levantou dúvidas sobre a responsabilidade do presidente e a eficácia das medidas adotadas para proteger os clientes. A crise continua a gerar impactos, tanto no setor privado quanto no público.