O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou que se defenderá do processo de impeachment aberto contra ele, mesmo após renunciar à presidência. A renúncia, feita na quarta-feira (3), não impediu que a Câmara aprovasse a tramitação do processo, que surgiu como consequência direta do colapso do Ueno Bank, maior banco digital do país. As operações do banco foram suspensas pelo Banco Central na última segunda-feira (2), após uma corrida de saques que deixou milhões de clientes sem acesso a seus recursos.

Pena pediu calma aos cidadãos e cobrou a devolução dos depósitos do Ueno Bank, que afeta cerca de 3 milhões de pessoas. A crise expôs a fragilidade da regulação bancária no país, segundo uma professora de Relações Internacionais. A situação também impacta diretamente correntistas, aposentados e o sistema de saúde, que dependem de recursos bloqueados.

A crise teve origem em uma corrida de saques após a suspensão das operações do Ueno Bank, que era uma das principais instituições financeiras digitais do Paraguai. O colapso levou a uma perda de confiança generalizada e gerou uma onda de desconfiança em relação ao sistema financeiro nacional. A renúncia de Peña e o processo de impeachment refletem a gravidade da situação e a pressão exercida sobre o governo.