O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi preso nesta sexta-feira (6) após o Senado aprovar seu impeachment e determinar a perda de seu mandato. A decisão foi tomada após uma investigação conduzida pelo Ministério Público, que acusava Peña de "má gestão" e irregularidades no uso de recursos públicos. Peña, que renunciou voluntariamente ao cargo em setembro, foi detido imediatamente após a aprovação da medida, que exigia o consentimento do Congresso.
O impeachment foi acelerado após a saída do presidente, que havia anunciado sua renúncia em setembro, mas só foi formalizado após a conclusão de uma série de processos no Parlamento. O ex-presidente foi levado para uma unidade policial, onde permanece sob investigação. O Congresso do Paraguai empossou rapidamente Pedro Alliana, ex-vice-presidente, como novo chefe de Estado. Alliana prometeu uma gestão mais transparente e ações para corrigir os erros do governo anterior.
O processo de impeachment reflete a instabilidade política no Paraguai, onde a crise de governo se intensificou após a renúncia de Peña. A decisão do Senado foi vista como uma reação a uma série de denúncias sobre gestão ineficiente e corrupção. A nova administração, liderada por Alliana, enfrenta a tarefa de restaurar a confiança do público e implementar reformas necessárias para estabilizar o país.

















