Pedro Alliana foi empossado como novo presidente do Paraguai nesta sexta-feira, após o Senado destituir Santiago Peña de suas funções. O ex-vice-presidente, que tinha 52 anos, assumiu o cargo em uma sessão do Congresso realizado em Assunção. Peña, que era presidente desde 2022, foi acusado de corrupção e abuso de poder, segundo informações divulgadas por diversos meios de comunicação.

A destituição de Peña foi aprovada por maioria no Senado, que decidiu por impeachment. Alliana, que já era vice-presidente e responsável por políticas externas, foi eleito com apoio de partidos de diferentes correntes políticas. Ele prometeu compensar as vítimas do "caos financeiro" que, segundo relatos, afetou a economia do país nos últimos anos.

O impeachment de Peña foi visto por alguns analistas como um golpe político "palaciano", segundo um especialista citado em uma das fontes. Horacio Cartes e Pedro Alliana foram identificados como articuladores da queda do presidente. Apesar disso, a relação do Paraguai com os Estados Unidos permaneceu inalterada, segundo um jornal internacional.

A transição foi rápida e sem grandes incidentes. Alliana, que já era conhecido por sua postura conservadora, prometeu trabalhar em conjunto com o Brasil, com o qual tem relações próximas. O líder paraguaio afirmou que a nova gestão buscará uma "relação frutífera" com o Brasil.

O contexto político do Paraguai tem sido marcado por instabilidades e mudanças frequentes no poder. A destituição de Peña é apenas a última em uma série de eventos que reforçam a dinâmica política do país.