O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi transferido de sua residência para uma base militar após ser destituído do cargo pelo Senado em processo de impeachment. A medida foi tomada para garantir sua segurança, diante de manifestações populares que exigiam sua prisão em regime fechado. Peña, que estava em prisão domiciliar desde sua destituição, foi levado para o Regimento de Escolta Presidencial, uma unidade militar das Forças Armadas, na noite de sexta-feira (6).
A transferência ocorreu após manifestantes cercarem a residência de Peña em Assunção, gerando confrontos com a polícia. O ex-presidente, líder do Banco Central do Paraguai, foi detido pela polícia pouco depois de sua destituição. O Ministério Público emitiu ordem de detenção, que foi cumprida em sua residência. A medida foi justificada como necessidade de segurança, em meio a tensões políticas e sociais no país.
Santiago Peña assumiu o cargo em 2022, mas foi acusado de corrupção e gestão inadequada. Seu impeachment foi aprovado pelo Senado após processo político. O novo presidente, Pedro Alliana, assumiu o cargo após a destituição. O ex-presidente foi apoiado por setores do Partido Colorado, que tenta se recuperar após a perda de poder. A situação reflete um cenário de instabilidade política no Paraguai, com reações populares e movimentos de pressão contra figuras de poder.












