O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi detido pela polícia após ser destituído do cargo pelo Senado em um processo de impeachment acelerado, movido por um escândalo envolvendo o Banco Ueno. A prisão foi ordenada pelos promotores paraguaios, que investigam ações de corrupção e gestão inadequada da crise financeira que afetou o país. Peña, que assumiu o cargo em 2023, foi acusado de ter permitido que o Banco Ueno, uma instituição financeira paraguaia, financiasse eventos de extrema direita, incluindo uma reunião com o deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
O colapso do Banco Ueno, que colocou em risco cerca de US$ 60 milhões da Caixa Fiscal do Paraguai, gerou uma crise política e financeira sem precedentes. O sindicato de professores em greve alertou que o fechamento do banco ameaçava a estabilidade do país. O Ministério das Relações Exteriores do Paraguai afirmou que o país "sai fortalecido" da crise, mas a destituição de Peña e a prisão de líderes políticos e do ex-presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, geraram uma instabilidade política.
O novo presidente, Pedro Alliana, assumiu o cargo após a destituição de Peña, com apoio declarado dos Estados Unidos. A situação reflete uma crise de confiança na gestão do país, com acusações de corrupção e desvio de recursos públicos. A investigação continua, com promotores paraguaios buscando responsabilizar os envolvidos no caso. O país agora enfrenta uma transição política complexa, com o Partido Colorado tentando se recuperar da derrota.













