O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi transferido de sua prisão domiciliar para uma unidade militar das Forças Armadas, na noite de sexta-feira (6). A mudança ocorreu após manifestantes cercarem sua residência em Assunção, exigindo que ele fosse preso em regime fechado. Confrontos entre policiais e protestantes foram registrados no local. Peña havia sido destituído do cargo pelo Senado em julgamento político, após ser acusado de corrupção e gestão inadequada das finanças públicas.

A transferência foi justificada pela autoridade competente como medida de segurança para garantir o controle sobre o ex-presidente, que foi detido oficialmente após sua destituição. A Polícia Nacional informou que Peña foi notificado e informado de que ficará preso em regime fechado. O ex-presidente, líder do Banco Central do Paraguai, foi levado para a unidade militar após ordem do Ministério Público.

O impeachment de Santiago Peña foi conduzido pelo Congresso, que o acusou de má gestão e corrupção. O novo presidente, Pedro Alliana, assumiu o cargo após a destituição. A situação gerou tensão no país, com manifestantes exigindo punição mais severa para o ex-presidente. Especialistas acreditam que a queda de Peña foi resultado de um movimento político coordenado por figuras do Partido Colorado. A transição de poder ocorreu em meio a pressões por transparência e reforma institucional.