O Banco Central do Paraguai decidiu intervir no Ueno Bank, instituição financeira digital que atendia mais da metade da população do país. A intervenção ocorreu na terça-feira, dia 3, e foi acompanhada pela demissão pública de Mina Felice Angeli, jornalista de destaque, que criticou a situação no setor midiático. O colapso do Ueno Bank desencadeou uma crise política que culminou na destituição do presidente Santiago Peña na sexta-feira.
O banco, controlado por Miguel Vázquez, acionista majoritário do Grupo Vásquez, estava sob investigação por práticas suspeitas e falta de transparência. A Itaipu Binacional, empresa estatal paraguaia, denunciou dirigentes do Ueno Bank por desapropriação de recursos, estimados em cerca de US$ 163,8 milhões. O Banco Central paraguaio liquidou o banco e devolveu cerca de US$ 160 milhões a 1,2 milhão de clientes.
A crise envolveu também acusações de financiamento de eventos de extrema-direita nos Estados Unidos, incluindo uma reunião com Eduardo Bolsonaro. O Ministério das Relações Exteriores do Paraguai afirmou que o país "sai fortalecido" da crise, mas a imagem do governo foi prejudicada. A situação revela uma falha sistêmica no setor financeiro e uma polarização política agravada.















