O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi detido em sua residência após ser destituído do cargo pelo Senado em julgamento político. A medida foi tomada por ordem do Ministério Público, que investiga sua participação em um escândalo envolvendo o Banco Ueno. Peña foi levado para uma unidade militar por razões de segurança, segundo informações da Polícia Nacional do Paraguai.

O processo de impeachment de Peña foi acelerado após revelações sobre o financiamento de um evento de extrema direita patrocinado pelo banco, que incluiu o deputado brasileiro Eduardo Bolsonaro. A investigação criminal envolve também o ex-presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, que foi preso junto com Peña.

O ex-presidente foi inicialmente colocado em prisão domiciliar após a destituição. No entanto, a ordem de detenção foi emitida após promotores paraguaios determinarem que ele deveria ser interrogado sobre acusações de corrupção e gestão inadequada da Caixa Fiscal do país. O fechamento do Ueno Bank colocou em risco cerca de US$ 60 milhões da Caixa Fiscal, segundo o sindicato de professores.

Pedro Alliana, o novo presidente eleito, assumiu o cargo após a destituição de Peña. A crise política e a investigação criminal geraram tensão no país, com o Partido Colorado tentando se recuperar da situação. A prisão de Peña e Carvallo marca um momento crítico na política paraguaia, com o governo tentando conter o impacto da corrupção e da instabilidade financeira.