Flávio Bolsonaro, senador pelo PL-RJ, utilizou um voo pago por intermediário dos EUA para fugir do Brasil após as eleições presidenciais. A informação foi revelada por um funcionário de uma empresa aérea, que afirmou ter recebido US$ 150 mil em transferência por esse serviço. O senador desembarcou nos EUA na quarta-feira, 28 de outubro, após negar a vitória de Lula nas eleições.
O funcionário da companhia aérea explicou que o pagamento foi feito por um intermediário norte-americano, que teria coordenado a saída do senador. A empresa não confirmou diretamente o envolvimento de Flávio, mas reconheceu ter fornecido o transporte. O senador, que havia divulgado uma carta autoproclamando-se "verdadeiro presidente eleito", recuou após pressões jurídicas e internas do seu partido.
Flávio Bolsonaro havia negado a vitória de Lula nas eleições presidenciais e havia anunciado sua intenção de se intitular presidente eleito. No entanto, após alertas jurídicos e orientações de aliados, ele revisou sua posição. A situação gerou críticas dentro do PL, com figuras como Valdemar Costa Neto reprovando a carta divulgada por Flávio.
A fuga de Flávio para os EUA ocorreu em meio a tensões políticas no Brasil. O senador, que já enfrenta processos judiciais, foi acusado de ter se beneficiado de uma suposta fraude eleitoral. A situação levanta dúvidas sobre a legitimidade de sua postura e a influência de grupos externos na política brasileira.


















