Flávio Bolsonaro, senador do Partido Liberal (PL), deixou o Brasil sem autorização e se estabeleceu nos EUA, segundo informações de aliados e autoridades brasileiras. A saída do político, que ocorreu na terça-feira, 27, gerou reações de parlamentares e líderes políticos, incluindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula criticou a decisão de Flávio, afirmando que a ausência do senador é inesperada e suscita preocupações.
O governo dos EUA confirmou a emissão de vistos para Flávio e sua família, informou o Departamento de Estado. A autorização foi concedida após alegações de asilo político, segundo a agência GMC Online. O assessor da Casa Branca informou à CNN que as autoridades americanas estavam cientes do prazo para o senador entregar seu passaporte e autorizaram sua entrada no país.
A saída de Flávio ocorreu após ele ter sido acusado de tentar fugir do Brasil, com o passaporte sendo cancelado por ordem judicial. Aliados do senador afirmaram que ele saiu do país sem avisar, enquanto o juiz que apreendeu seu passaporte em 2018 resgatou uma postagem antiga de Flávio em que ele criticava Lula.
A fuga de Flávio levantou dúvidas sobre a interferência dos EUA nas eleições brasileiras, segundo o ex-secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli. O senador, que é candidato a presidente, está em campanha eleitoral, e sua ausência gerou especulações sobre sua estratégia política.
A situação é acompanhada de perto por autoridades brasileiras, que investigam a ausência do senador e sua possível fuga. A entrada nos EUA pode ter implicações jurídicas e políticas, especialmente considerando a relação entre o Brasil e os EUA no contexto eleitoral.























