O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um reajuste no programa Bolsa Família após uma reunião com representantes de mulheres e em resposta a críticas sobre o custo de vida, que ganhou força nas últimas semanas. O ajuste, que eleva o valor dos benefícios, foi apresentado como uma medida de alívio para famílias em situação de vulnerabilidade. A decisão ocorreu a apenas quinze dias das eleições, gerando debates sobre a motivação política do governo.

O reajuste inclui ajustes nos valores dos benefícios e medidas para reduzir o custo dos combustíveis, temas que já foram discutidos durante a campanha eleitoral de 2022. O governo nega que a medida tenha uma finalidade eleitoral, mas a oposição argumenta que a proximidade das eleições pode ter influenciado a decisão. Além disso, o ajuste foi alvo de ações judiciais, com o ministro André Mendonça sendo designado relator de uma ação movida contra o reajuste.

A medida também gerou críticas de parte da oposição, que a considera um gesto eleitoral. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, chamou a ação de "oportunismo" e destacou que a decisão foi feita perto do segundo turno. Já economistas e ex-presidentes do Banco Central, como Armínio Fraga, criticaram o reajuste como um exemplo de "populismo" e alertaram sobre a necessidade de transparência e fiscalização.

O reajuste do Bolsa Família, que entra em vigor em breve, é parte de um pacote maior de medidas econômicas que inclui também ações para reduzir o custo dos combustíveis. O governo afirma que o ajuste é uma resposta direta às demandas sociais e à crise de custo de vida, mas a polarização política continua a envolver a medida.