O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou um reajuste de 15,04% no Bolsa Família, programa de transferência de renda que beneficia mais de 14 milhões de famílias no Brasil. A decisão foi tomada após pressão de movimentos sociais e organizações de base, que exigiam uma correção dos valores para combater a inflação. A Federação do Setor Rural (Faesp), entidade que representa produtores rurais, expressou preocupação com a medida, afirmando que a criação da nova despesa sem lastro orçamentário é "aviltante".
O reajuste entra em vigor em julho e visa garantir que famílias em situação de vulnerabilidade tenham acesso a uma renda mínima adequada. O aumento foi calculado com base no Índice de Preços ao Consumidor Nacional (IPCN), que registrou uma alta de 12,6% no acumulado do ano. A medida também busca reforçar a política de inclusão social e reduzir a desigualdade no país.
A decisão gerou reações políticas, com o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, desautorizando a ação do deputado Zé Trovão (PL-SC), que havia questionado o aumento. Flávio afirmou que não pediu a medida, destacando a necessidade de transparência e diálogo entre os partidos. O reajuste do Bolsa Família é visto como um marco na agenda social do governo Lula, mas também enfrenta críticas por possíveis impactos na gestão da dívida pública.



























