Lula ampliou sua vantagem eleitoral entre os beneficiários do Bolsa Família com o reajuste de 15,04% anunciado recentemente, segundo pesquisa do Datafolha. O presidente, que recebeu o aumento em meio ao período eleitoral, registra 53% das intenções de voto entre os beneficiários do programa, contra 28% do candidato Flávio Bolsonaro, do PL. O resultado reflete a reação da população a uma medida considerada como estratégia eleitoral, segundo analistas.

Alguns políticos e economistas criticam o reajuste como um movimento político, alegando que a decisão foi feita a apenas 15 dias da eleição. O ex-governador de Minas Gerais Zema e o ex-presidente do BC, Armínio Fraga, chamaram a medida de "oportunismo" e "populismo", argumentando que o aumento não está alinhado com a realidade econômica do país.

Apesar das críticas, a medida gerou impacto direto nas intenções de voto, segundo a nova pesquisa divulgada. O aumento do Bolsa Família, que foi congelado por anos, agora é visto como um sinal de reativação da política social, o que pode influenciar a disputa eleitoral. A próxima pesquisa presidencial da Quaest, divulgada na próxima semana, pode confirmar ou reforçar essa tendência.