Flávio Bolsonaro, senador brasileiro e irmão do presidente Jair Bolsonaro, publicou uma carta em que se autoproclama "presidente eleito do Brasil" após fugir do país. A carta, divulgada por aliados, afirma que ele deixou o Brasil para se estabelecer nos Estados Unidos e pretende liderar a oposição brasileira do exterior. O senador reafirma, sem apresentar provas, que houve fraude nas eleições de 29 de outubro.
A carta inclui um brasão nacional substituído, utilizado durante a ditadura militar. O símbolo, que se refere ao país como "Estados Unidos do Brazil", foi usado na época da Proclamação da República em 1889. O uso desse brasão é visto como uma referência ao golpe de Estado de 1964, que estabeleceu a ditadura no Brasil.
Flávio Bolsonaro agradeceu publicamente a Javier Milei, presidente da Argentina, e a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ao divulgar seu pronunciamento. Ele também utilizou teorias da conspiração para justificar sua afirmação de que não perdeu a disputa eleitoral.
O senador brasileiro, que foi derrotado nas eleições, afirma que não abandonou os brasileiros e que continua a trabalhar em prol do país. A situação gerou reações de cidadãos e políticos, com críticas a sua postura e ao uso de símbolos da ditadura.
A declaração de Flávio Bolsonaro representa uma nova fase na polarização política do Brasil, com o senador tentando consolidar sua posição internacional após a derrota eleitoral. A situação pode ter implicações no cenário político interno e nas relações entre o Brasil e os Estados Unidos.


























