Flávio Bolsonaro, senador e candidato derrotado à presidência do Brasil, publicou uma carta em que se autoproclama "verdadeiro presidente eleito do Brasil". O texto, divulgado nesta quarta-feira, 28 de outubro, inclui acusações contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sem apresentar provas.

O documento menciona que Flávio teria recebido apoio de líderes políticos internacionais, incluindo o presidente da Argentina, Javier Milei, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele afirma que não perdeu a disputa eleitoral e que continua liderando os brasileiros, apesar de ter fugido do país.

A carta, publicada inicialmente com uma versão que lembrava a estratégia do líder venezuelano Juan Guaidó, foi republicada com uma nova redação em que Flávio se diz "líder do Brasil". Ele agradece a Milei e a Trump, afirmando que vai liderar a oposição do exterior.

O senador também humilha aliados e afirma que não abandonou os brasileiros, mesmo após ter deixado o país. A publicação foi feita sem o conhecimento do Partido Liberal (PL), segundo informações de fontes.

Essa declaração surge após uma série de acusações contra instituições eleitorais brasileiras, que Flávio alega terem prejudicado sua campanha. A situação reflete a polarização política no Brasil e a persistência de teorias da conspiração em meio a disputas eleitorais.