Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão investigando o senador Flávio por suspeita de envolvimento em operação de lavagem de dinheiro. A investigação foi iniciada após determinação do ministro Sergio Moro, que solicitou à Polícia Federal a apreensão do passaporte de Flávio, baseada em declarações do senador Eduardo Bolsonaro, que defendeu que o irmão deixasse o país em caso de derrota eleitoral.

Flávio foi intimado pela PF para entregar seu passaporte, conforme determinação judicial. A medida foi divulgada em vídeo pelo senador, que explicou que a ação se baseava em uma declaração de Eduardo Bolsonaro, que sugeriu que Flávio deixasse o país em caso de vitória do adversário. A PF informou que Flávio é investigado por suspeita de ligação com o advogado Willer Tomaz, que deixou o Brasil e foi para os Estados Unidos.

O senador Efraim Ribeiro, do Partido Liberal (PL), criticou a apreensão do passaporte de Flávio, chamando a medida de "antidemocrática". Ele alega que a ação viola direitos individuais e que a investigação é parte de uma campanha política contra Flávio.

A investigação do STF envolve acusações de lavagem de dinheiro e conexões com atividades ilegais. O caso ganhou destaque após a divulgação de imagens de manifestações em que participantes usavam símbolos nazistas e eram acorrentados, gerando críticas do ministro Flávio Dino, que condenou a violência durante as eleições.

A situação reflete um aumento de tensão entre o STF e o movimento bolsonarista, com magistrados preocupados com o agravamento da polarização política. A apreensão do passaporte de Flávio é uma das medidas mais visíveis da investigação, que pode ter implicações políticas e judiciais significativas.