O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou a suspensão do caso relatado pelo ministro André Mendonça, que envolvia investigações sobre vínculos de figuras políticas com o ex-relator Alexandre de Moraes. A decisão, tomada nesta quarta-feira, centralizou a análise dos processos na Presidência da Corte. Fachin também deu 48 horas para que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se manifeste sobre sua permanência no cargo.
A mudança ocorre após um embate entre Moraes e Mendonça sobre o caso Banco Master, que envolvia acusações de fake news. O inquérito, aberto há sete anos, foi retomado por Fachin, que assumirá pessoalmente a condução da investigação. A decisão de suspender o caso de Mendonça foi parte de uma reorganização interna no STF, visando maior controle sobre processos sensíveis.
Além disso, Fachin pautou o julgamento de Moraes para 15 de setembro, em uma decisão que pode impactar a condução de inquéritos futuros no tribunal. A situação reflete uma crise interna no STF, com acusações de conflito de interesses e influência política. A nova gestão busca maior transparência e neutralidade nas investigações.
A decisão de Fachin também incluiu a suspensão de determinações feitas por Flávio Dino, ex-ministro da Justiça, que havia afastado Andrei Rodrigues. O prazo para que o diretor-geral se manifeste é uma medida para garantir que as ações sejam baseadas em informações claras e verificáveis.























