Governo Lula avalia que a proposta do Escudo das Américas pode representar um risco para a autonomia do Brasil e da América Latina. O Planalto acredita que ações conjuntas contra facções criminosas podem abrir espaço para pressão dos EUA sobre recursos naturais, infraestrutura e presença chinesa na região. A posição do Brasil contrasta com a coalizão liderada pelos EUA, que anunciou medidas contra 24 organizações criminosas, incluindo o PCC e o CV, e pretende levar a discussão à OEA.
O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, defendeu a cooperação com os EUA no combate ao narcotráfico, mas rejeitou a adesão ao Escudo das Américas, argumentando que isso poderia levar a uma ingerência norte-americana. A posição do Brasil busca equilibrar ações contra o crime com a defesa da soberania regional. A discussão reflete tensões entre ações unilaterais e a cooperação multilateral na região.



























