Governo Lula anunciou na quinta-feira uma nova frente de combate contra organizações criminosas, incluindo o PCC e o CV, com apoio dos Estados Unidos. A medida surge como resposta ao "Escudo das Américas", uma iniciativa dos EUA que visa fortalecer a cooperação entre países da região para combater o crime organizado. A coalizão liderada pelos EUA inclui 24 organizações, sendo a primeira vez que o Brasil se posiciona publicamente em apoio a essa estratégia.

A declaração foi feita durante uma reunião entre representantes do Brasil e dos EUA, em Washington. O ministro da Justiça brasileiro destacou a importância da cooperação internacional para conter o crescimento do crime organizado na América Latina. A iniciativa inclui ações de inteligência compartilhada e operações conjuntas contra grupos criminosos. A OEA será convidada a discutir a proposta, visando ampliar o apoio a nível regional.

A decisão gerou reações dentro e fora do Brasil. Grupos de direitos humanos expressaram preocupação com a possibilidade de violação de direitos. Já o governo brasileiro enfatiza que a ação visa apenas a combate ao crime e não à repressão excessiva. A nova frente é vista como uma mudança de rumo na política externa do Brasil, que busca alinhar-se a posições mais firmes contra o crime organizado.