O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) apresentou propostas de reforma do Supremo Tribunal Federal (STF) e mudanças na Constituição, visando limitar o poder judicial e promover uma "redemocratização" do país. A ideia, divulgada em pronunciamento recente, inclui a eliminação da reeleição no STF, a definição de uma idade mínima para assumir o cargo e a redução do número de ministros. Essas propostas são apoiadas por um grupo de parlamentares do Centrão, que se alinhou à direita e passou a defender o impeachment de ao menos um ministro do STF.

O movimento ganha força com a eleição de Flávio Bolsonaro, que busca usar a maioria que terá no Senado e na Câmara a partir de 2027 para promover mudanças constitucionais. A campanha do candidato interpreta decisões recentes do STF, como o arquivamento de casos contra ministros, como sinais positivos. Analistas políticos destacam que a pressão sobre o Supremo aumenta com o crescimento do apoio ao candidato, que tem como alvo a reestruturação do Judiciário.

A tensão entre o governo e o STF tem se agravado nos últimos meses, com críticas ao papel da corte em decisões políticas. A senadora Damares, por exemplo, afirmou que as decisões do STF durante o período eleitoral contribuíram para o resultado das urnas. Apesar disso, o acordo entre o STF e o governo, que permitiria a visita de Flávio Bolsonaro ao presidente Jair Bolsonaro, não implica que o bolsonarismo tenha desistido de atacar integrantes do Supremo. O cenário mostra uma polarização crescente, com o STF sendo visto como alvo de críticas e pressões por parte de setores da sociedade e do Congresso.