Senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência, afirmou que seu partido não tem "espírito de vingança" contra o Supremo Tribunal Federal (STF), apesar de ter anunciado a intenção de promover o impeachment de ministros do tribunal em 2027. Durante uma reunião com o ministro da Justiça, Luís Inácio Adams, Flávio destacou que o PL busca uma "solução política" para os casos envolvendo o STF, sem buscar retribuição pessoal.

O partido, liderado por Flávio, rejeitou recentemente propostas de acordo com o STF, considerando-as sinais de negociação. A cúpula do PL, em torno de Flávio Bolsonaro, aposta em uma estratégia de pressionar o Senado para obter apoio para o impeachment de ministros como Edson Fachin e Luís Roberto Baldini. O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio, negou qualquer clima de vingança, afirmando que o PL busca apenas a "transparência e a legalidade".

O PL também anunciou que seu candidato terminou o primeiro turno das eleições à frente do ex-presidente Lula. A campanha de Flávio tem se concentrado em criticar o STF e promover uma agenda de reformas políticas. O partido espera que o impeachment dos ministros do STF possa fortalecer sua posição eleitoral e consolidar sua visão de governo.

O contexto político mostra uma polarização crescente entre o PL e o STF, com o primeiro buscando maior controle sobre a agenda judicial. A decisão de Flávio de mirar o impeachment em 2027 reflete uma estratégia de longo prazo para influenciar a política brasileira.