O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou sua renúncia na quinta-feira, 5, após o colapso do banco digital Ueno Bank, que provocou a crise financeira mais grave do país. A instituição, que tinha mais de 1,5 milhão de clientes, deixou 40% da população sem acesso a seus recursos. A situação levou a protestos nas ruas e à abertura de uma investigação pelo Ministério Público paraguaio.

O Ueno Bank, fundado por Santiago Peña e seu irmão, foi acusado de práticas fraudulentas e de ter desviado recursos de clientes. A quebra do banco, que teve impacto nacional, gerou desconfiança generalizada e levou ao impeachment do presidente. O Senado retomou a sessão para analisar o processo, enquanto o ex-presidente pede calma e a devolução dos depósitos.

A crise, classificada como o "Master paraguaio" por sua semelhança com o escândalo brasileiro, envolveu também o vice-presidente e a empresa Itaipu Binacional, que administra a hidrelétrica com o Brasil. Investigações estão em andamento, e a renúncia do presidente é vista como uma reação à pressão popular e à perda de confiança no governo. O governo brasileiro avalia que a saída de Peña pode afetar a estabilidade da região.