Planos de candidatos a presidência no Brasil não atendem a diretrizes internacionais sobre inteligência artificial, revela estudo. A pesquisa, divulgada por Poder360, mostra que 41% dos planos de governo seguem recomendações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas apenas 17% seguem as sugestões da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
As diretrizes da Unesco abordam questões como privacidade, transparência e responsabilidade na aplicação da IA, elementos considerados essenciais para garantir que a tecnologia seja usada de forma ética e inclusiva. Já as diretrizes da OCDE focam mais em aspectos econômicos e regulatórios.
O estudo analisou os planos de governo de candidatos a presidência e destacou a falta de alinhamento com as recomendações da Unesco, que incluem a proteção de dados pessoais e a promoção de equidade no uso da IA. A pesquisa aponta que a maioria dos candidatos priorizou políticas mais voltadas para o desenvolvimento tecnológico e a inovação, sem abordar de forma detalhada os impactos sociais e éticos da IA.
A falta de conformidade com as diretrizes da Unesco levanta preocupações sobre a regulamentação da IA no Brasil e sua capacidade de garantir direitos fundamentais em um contexto de avanço tecnológico acelerado.


























