Associations brasileiras destacaram lacunas na regulamentação da cannabis durante um evento em Fortaleza, onde especialistas debatiam os desafios da legalização do uso medicinal da planta. A discussão envolveu questões como a falta de normas claras e a necessidade de um marco regulatório que garanta segurança e acesso equitativo. Representantes de organizações focaram em como a legislação atual não acompanha o avanço científico e social em torno do uso terapêutico da cannabis.

A falta de regulamentação adequada foi apontada como um obstáculo para a pesquisa e o tratamento de doenças com base no uso da planta. Durante o evento, foi sugerido que a elaboração de um novo marco regulatório poderia ajudar a equilibrar direitos dos pacientes e responsabilidades da sociedade. A discussão também abordou a importância de envolver profissionais de saúde e legisladores em um processo participativo.

O debate reflete uma crescente pressão por mudanças na legislação brasileira, que ainda é considerada defasada em relação às novas realidades. A falta de um marco legal claro tem gerado incertezas para profissionais e pacientes que buscam alternativas terapêuticas. A regulamentação da cannabis médicale torna-se, assim, um tema central para políticas públicas e direitos humanos no país.