O Supremo Tribunal Federal (STF) vive seu pior momento de avaliação desde 2019, segundo uma nova pesquisa do Datafolha. A porcentagem de brasileiros que consideram o trabalho dos ministros como ruim ou péssimo chegou a 47%, um aumento de sete pontos percentuais em relação a maio deste ano. A pesquisa, divulgada no sábado, reflete uma crise institucional que envolve debates internos e pressão por reformas.

A polarização no STF, especialmente entre ministros como Alexandre de Moraes e André Mendonça, contribuiu para a desconfiança pública. Especialistas alertam que reformas amplas podem agravar a situação, enquanto defendem a necessidade de medidas como um código de ética. A instituição, que deveria ser um pilar da democracia, enfrenta desafios sem precedentes.

A situação é agravada por campanhas políticas que envolvem figuras como Flávio Bolsonaro, que, apesar de não ter assinado uma carta compromisso com a democracia, tem chances reais de ser eleito. A polarização entre o establishment e movimentos conservadores intensifica o clima de incerteza.

O STF, que deveria ser um símbolo de independência e imparcialidade, agora enfrenta desafios que exigem respostas claras e urgentes. A avaliação negativa reflete uma desconfiança generalizada, que pode ter consequências profundas para a institucionalidade brasileira.