O governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira, 17, um reajuste de 15% no Bolsa Família, 17 dias antes do primeiro turno das eleições de 2026. A medida, que visa beneficiar mais de 14 milhões de famílias, foi feita em resposta à política do ex-presidente Jair Bolsonaro, que havia reajustado o programa 100 dias antes do pleito de 2022.
A decisão de Lula gerou reações na arena política. A campanha de Flávio Bolsonaro, seu principal adversário, anunciou que vai acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para questionar a medida, alegando que pode constituir abuso de poder político e econômico. A equipe jurídica do candidato do PL busca argumentar que o reajuste foi feito com intenção eleitoral.
O Supremo Tribunal Federal (STF) também entrou na discussão. O tribunal havia declarado inconstitucional a ampliação do Auxílio Brasil feita por Bolsonaro, por meio da chamada PEC dos Benefícios. A decisão do STF pode influenciar a legitimidade da ação de Lula, que busca reforçar sua imagem de governante próximo ao povo.
A campanha de Lula, por sua vez, enfatiza o reajuste como uma medida de alívio para famílias em situação de vulnerabilidade. A estratégia busca reforçar sua posição na disputa eleitoral, que se intensifica nas semanas que antecedem o pleito.



























