A pressão dos Estados Unidos sobre o Brasil para garantir a liberdade de oposição nas eleições de 2026 intensificou-se em 2025, segundo documentos revelados. O governo Trump, durante a campanha eleitoral, condicionou negociações sobre tarifas a uma garantia de "dissidentes" no pleito, uma exigência que o Itamaraty classificou como "bullying". A proposta, detalhada em um documento de outubro de 2025, também incluía exigências sobre compras de aviões da Boeing e aquisição de minerais críticos.

A relação entre Washington e Brasília, já tensa por conta da guerra comercial, foi ainda mais desgastada com as ameaças de Trump, que buscava influenciar o cenário político brasileiro. Embora o Brasil tenha rejeitado as exigências, a pressão persistiu, com a administração norte-americana usando a negociação comercial como instrumento de influência.

Paralelamente, a cooperação entre o Canadá e a União Europeia aumentou, enquanto os EUA tentavam aproximar-se do bloco. A tensão com Ottawa, alimentada por acusações de protecionismo e pressão comercial, levou o Canadá a fortalecer laços com a Europa, especialmente em áreas como comércio, defesa e minerais estratégicos.

A situação reflete uma estratégia de Washington de usar a política externa como ferramenta de influência, mesmo em países não aliados. O Brasil, por sua vez, tenta manter uma posição equilibrada, evitando ceder a pressões que poderiam comprometer sua soberania.