Flávio Bolsonaro, senador brasileiro e ex-candidato à Presidência, publicou uma carta em que afirmou ser o "verdadeiro presidente eleito" do Brasil, após fugir do país em direção a Miami, nos Estados Unidos. Em uma primeira versão, ele contestava o resultado das eleições e agradecia a Donald Trump e a Javier Milei. Poucos minutos depois, republicou a carta, alterando a declaração para "líder do Brasil" e não mais "presidente eleito".
Na primeira versão, Bolsonaro acusava a Justiça Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal de manipular os resultados eleitorais, repetindo estratégias utilizadas por líderes golpistas como Juan Guaidó, da Venezuela. Ele também mencionava a influência de Trump e Milei em sua postura. Na segunda versão, ele recuou, afirmando que não seria presidente, mas sim "líder do Brasil", e que iria liderar a oposição do exterior.
Bolsonaro agradeceu publicamente a Trump e a Milei, destacando o apoio internacional. Ele também reafirmou acusações contra instituições brasileiras, sem apresentar provas. A carta foi publicada após ele ter fugido do Brasil, o que gerou reações de autoridades e parlamentares.
A situação reflete a polarização política no Brasil, com figuras de direita tentando contestar resultados eleitorais. A fuga de Bolsonaro e suas declarações golpistas geraram debates sobre a legitimidade da eleição e a influência de líderes estrangeiros na política brasileira. A Justiça Eleitoral e o STF já investigam ações de Bolsonaro, mas não há decisão final sobre a validade de suas alegações.

























