O fenômeno climático Super El Niño já afetou mais de 6,9 milhões de pessoas no Brasil desde julho, segundo dados da Confederação Nacional dos Municípios. Prejuízos acumulados atingem mais de R$ 12 bilhões, impactando mais de mil cidades. O alerta é de que o fenômeno, considerado sem precedentes, possa atingir seu pico no final do ano e se estender até fevereiro.

A CNM alerta que o Super El Niño está causando inundações, secas e desastres climáticos em diferentes regiões do país. Municípios em estados como Amazonas, Pará e Mato Grosso relatam danos significativos a infraestrutura e à agricultura. O fenômeno, que se caracteriza por altas temperaturas no Pacífico, está alterando padrões climáticos e agravando a situação de vulnerabilidade em áreas já expostas a riscos naturais.

O fenômeno El Niño, que ocorre a cada 2 a 7 anos, tem impactos globais, mas seu efeito no Brasil é particularmente grave devido à sua localização e ao tipo de ecossistema. O Super El Niño, que se intensificou em 2023, é considerado mais forte do que os eventos anteriores. Especialistas alertam que o pico do fenômeno pode ocorrer ainda no final do ano, o que pode agravar a situação de insegurança hídrica e alimentar no país. A previsão indica que os efeitos podem se estender até fevereiro do próximo ano, exigindo preparação e resposta coordenada por parte dos órgãos governamentais e das comunidades afetadas.