Flávio Bolsonaro, senador pelo Partido Liberal (PL), deixou o Brasil nesta terça-feira (27) rumo aos Estados Unidos, segundo aliados. A saída ocorreu após seus passaportes serem cancelados pela Polícia Federal (PF) em razão de investigações sobre supostos crimes de corrupção e branqueamento de capitais. A decisão de deixar o país foi tomada sem aviso prévio, segundo fontes próximas ao caso.
A PF informou que os documentos foram suspensos para evitar que o senador saísse do país durante a investigação. A medida foi vista como uma forma de impedir sua fuga, já que ele era alvo de inquérito por supostas irregularidades na gestão de recursos públicos. O senador, que perdeu as eleições para o Planalto, partiu acompanhado da esposa e das duas filhas.
A saída de Flávio Bolsonaro gerou críticas de políticos e comentaristas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou a situação de "vergonhoso" e criticou a falta de compromisso com a verdade por parte do senador. Analistas jurídicos divergem sobre a legalidade da apreensão dos passaportes, mas ações como essa são comuns em casos de investigações complexas.
A fuga do senador levantou dúvidas sobre a transparência e a responsabilidade política em um momento de crise institucional. A situação também reacendeu debates sobre a influência dos Estados Unidos na política brasileira e a relação entre políticos e o poder estrangeiro. O caso segue sob análise, com possíveis novas medidas a serem tomadas.


























